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Incompetência no SISREG: Roberto Cidade tenta culpar prefeitura

A tentativa descarada de Roberto Cidade de culpar a atenção básica municipal pelo estrangulamento das filas do Sistema de Regulação (SISREG) desencadeou uma forte crise política no Amazonas. Embora o discurso do governador tente transferir a culpa para a Prefeitura de Manaus, as regras básicas do SUS determinam com precisão que a gestão da regulação, os exames especializados e as cirurgias de média e alta complexidade cabem unicamente ao Estado. Portanto, distorcer essa divisão técnica comprova uma estratégia frágil para ocultar a incompetência histórica do Executivo estadual.

Além disso, a rede pública do Amazonas enfrenta um cenário desolador após quase oito anos sem a entrega de nenhum novo hospital geral ou pronto-socorro, tanto na capital quanto no interior. Em contraste com a gestão municipal, que investiu na entrega de 13 grandes UBSs e reformou mais de uma centena de unidades de saúde, o governo estadual manteve a mesma estrutura deficitária diante do crescimento acelerado da população. Por consequência direta dessa inércia, grandes complexos como o João Lúcio, Platão Araújo e 28 de Agosto permanecem em colapso diário e sem leitos suficientes.

Outro agravante dessa conduta negligente reside no calote contínuo aplicado pelo Estado contra os profissionais da saúde pública. Enquanto o Palácio busca culpados externos nas redes sociais, médicos, maqueiros, enfermeiros e equipes terceirizadas acumulam meses de faturas atrasadas e salários em aberto. Dessa forma, a retórica governamental desmorona rapidamente diante da realidade, já que a falta de pagamentos e a precarização das equipes médicas paralisam as escalas de atendimento e ampliam a fila do SISREG.

Diante do confronto aberto e da gravidade das acusações, o caso promete repercussões na Assembleia Legislativa (Aleam) e novas intervenções do Ministério Público do Estado (MP-AM). Enquanto o governo estadual insiste em terceirizar seus próprios fracassos, a população segue desassistida nos corredores dos prontos-socorros à espera de uma vaga. A postura de fuga adotada por Roberto Cidade apenas escancara a urgência de uma gestão comprometida com a reestruturação da saúde no Amazonas.

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