O embate direto entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a oposição ganhou novos contornos nesta quinta-feira (10). Pesquisas internas encomendadas pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) apontam que os recentes atritos com o ministro Alexandre de Moraes provocaram forte tração eleitoral. Dessa maneira, a coordenação da campanha decidiu converter os desgastes judiciais em combustível político imediato para mobilizar o eleitorado conservador.
Entretanto, essa reação não ocorre por acaso. Nos bastidores de Brasília, estrategistas do Partido Liberal identificaram que as decisões de Moraes e a crise institucional na Corte alimentam o sentimento de perseguição na base militante. Além disso, a polarização contra a cúpula do Judiciário serviu para destravar apoios importantes, substituindo o debate estritamente econômico pela pauta de enfrentamento e reformas no STF.
Por outro lado, o tribunal e entidades jurídicas alertam para os riscos dessa narrativa. Interlocutores do Supremo avaliam que o uso político das decisões monocráticas visa enfraquecer o Judiciário e tensionar os limites constitucionais durante o período eleitoral. Apesar disso, aliados de Flávio sustentam que as restrições impostas a nomes da oposição configuram excesso de poder e exigem resposta política nas urnas.
Diante desse cenário conflagrado, os próximos passos da campanha devem intensificar o discurso contra os ministros do STF em comícios e debates. Enquanto a defesa institucional busca preservar a autoridade das investigações, o grupo bolsonarista prepara uma ofensiva parlamentar para pressionar a pauta do impeachment de magistrados caso consolide sua vantagem política.










