O pedreiro Edilson Takahara conquistou uma bolsa de estudos integral de graduação em Direito após viralizar nas redes sociais defendendo a própria causa na tribuna do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), em Manaus. A oportunidade surgiu depois que a faculdade Fametro convidou o trabalhador para palestrar a acadêmicos sobre a corajosa experiência de exercer a capacidade postulatória sem a presença de um advogado.
Com a concessão do benefício acadêmico, a instituição estima um investimento superior a R$ 150 mil ao longo dos cinco anos do curso presencial. Durante o encontro universitário, os alunos acolheram Edilson com pedidos de fotos e aplausos calorosos, enquanto ele admitia a surpresa com a dimensão que o vídeo da sessão do tribunal alcançou no meio jurídico e na internet.
Apesar da forte repercussão pública do caso, o episódio também reacendeu debates entre juristas e entidades de classe sobre os limites do chamado jus postulandi na Justiça do Trabalho. Enquanto defensores exaltam a coragem do trabalhador em buscar reparação direta, especialistas advertem que a ausência de assistência técnica especializada em fases recursais avançadas costuma expor os cidadãos a riscos processuais complexos.
Agora, o trabalhador pretende iniciar as aulas regulares da graduação para transformar a vivência empírica nos tribunais em uma formação profissional formal. Além de acompanhar os prazos do seu próprio processo trabalhista em andamento, o novo estudante almeja utilizar o conhecimento acadêmico no futuro para orientar e defender outros trabalhadores que enfrentam dificuldades semelhantes.










