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Calor extremo e falta de ar-condicionado afetam alunos e professores na zona rural de Manaquiri

Mesmo com estruturas novas em algumas unidades, estudantes da zona rural de Manaquiri enfrentam dias exaustivos dentro das salas de aula durante o forte verão amazônico. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça local, fiscalizou recentemente a infraestrutura da Escola Municipal Santo Antônio e da Escola Indígena Cereça Purãnga. No entanto, a vistoria revelou que prédios recém-construídos ainda carecem de climatização adequada para proteger a comunidade escolar das elevadas temperaturas.

Durante a inspeção na Escola Indígena Cereça Purãnga, o promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros constatou a ausência de aparelhos de ar-condicionado, situação que prejudica diretamente o rendimento escolar e a saúde de alunos e professores. Além disso, o órgão destacou que a distância geográfica das comunidades isoladas não pode servir de justificativa para a precarização dos serviços públicos básicos. Por isso, a Promotoria reúne os relatórios técnicos para cobrar do Poder Executivo Municipal soluções imediatas de adequação física e pedagógica.

Consequentemente, a atuação do MPAM expõe as falhas do poder público na entrega de uma infraestrutura realmente completa e funcional para as populações tradicionais e rurais. A equipe do órgão continuará acompanhando o caso para garantir os desdobramentos políticos e jurídicos necessários.

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