A crise no sistema prisional do interior do Amazonas ganha mais um capítulo preocupante. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) inspecionou a Delegacia de Polícia de Tonantins e constatou um cenário crítico de degradação estrutural e violação de direitos. Durante a vistoria, a Promotoria de Justiça local identificou problemas graves, como a ausência de água encanada, a falta de monitoramento noturno e a superlotação das celas.
Atualmente, o prédio abriga 15 detentos em um espaço projetado para no máximo 10 pessoas. Essa lotação excessiva aumenta a tensão no local e compromete a segurança de todos. Além disso, a fiscalização revelou falhas graves nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias. O sistema de câmeras de segurança não funciona e a unidade permanece sem qualquer vigilância durante a noite, o que expõe policiais e custodiados a riscos constantes.
A promotora de Justiça Lina Cardoso Fernandes destacou que a ação visa garantir condições dignas de trabalho e atendimento adequado à população. Por causa do quadro alarmante, o MPAM recomendou a avaliação imediata da situação processual dos presos e a transferência de detentos para unidades prisionais adequadas. O órgão também cobrou reformas prediais, adequação sanitária e reforço no efetivo da Polícia Civil, que hoje conta com apenas cinco servidores para atender toda a demanda do município.
Enquanto a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Delegacia Geral não apresentam um plano concreto de intervenção, o MPAM promete adotar medidas judiciais e administrativas para forçar o Estado a solucionar as irregularidades. A população de Tonantins agora aguarda desdobramentos práticos e respostas céleres do poder público.










