A Polícia Federal deflagrou uma ofensiva contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e apreendeu sete armas de fogo durante mandados de busca e apreensão. Os policiais localizaram o armamento em um imóvel diferente daquele informado pelo parlamentar nos registros oficiais. Por esse motivo, os investigadores apuram o possível crime de posse ilegal de arma de fogo. Além dos armamentos, a corporação recolheu celulares e computadores em endereços ligados ao deputado.
A ação integra a Operação Dark Horse, que investiga um esquema de desvio de verbas públicas por meio de emendas parlamentares destinadas à produção de uma obra audiovisual sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado atuou diretamente como roteirista e produtor-executivo da produção. Ao mesmo tempo, o inquérito apura a destinação de cerca de R$ 2 milhões em emendas de Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável pelo projeto que também coleciona suspeitas de contratos fictícios e fraude documental.
Em contrapartida, parlamentares aliados e a liderança da oposição no Congresso classificam a investida policial como perseguição política. Enquanto os defensores de Frias atacam a condução do inquérito e contestam a gravidade das irregularidades no armazenamento dos armamentos, os investigadores federais sustentam que as provas técnicas apontam transações financeiras atípicas de centenas de milhões de reais no esquema.
A partir de agora, a Polícia Federal pericia o material eletrônico retido para detalhar os fluxos orçamentários e identificar outros envolvidos no esquema ilícito. Em seguida, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deve analisar o relatório da corporação para deliberar sobre novas medidas cautelares e o eventual indiciamento formal do deputado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e posse irregular de armas.










