A pressão sobre a cúpula do Congresso Nacional atingiu um ponto crítico nesta quarta-feira (2). O senador Carlos Viana (PSD-MG) ameaçou protocolar um pedido de impeachment e afastamento contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar cobra uma atitude imediata da Casa Legislativa diante das revelações que associam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Contudo, a inércia do comando do Senado irrita a ala oposicionista nos bastidores de Brasília. Viana já havia protocolado a 54ª representação para destituir Moraes do cargo e agora impõe um ultimato à mesa diretora. Enquanto o presidente da Casa hesita em abrir procedimentos formais contra ministros do STF, aliados de Alcolumbre manobram para arrefecer a crise institucional, temendo um conflito aberto entre os Poderes.
Por outro lado, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) confrontou Alcolumbre diretamente sobre os rumos da denúncia. O chefe do Legislativo prometeu reunir as lideranças partidárias para anunciar uma decisão oficial até quinta-feira (3). Apesar disso, o parlamentar mineiro minimizou suspeitas sobre outros magistrados, como André Mendonça, e acusou os governistas de tentar diluir o impacto político do escândalo que atinge diretamente Moraes.
Diante desse cenário conflagrado, as próximas horas definirão os rumos da governabilidade no Congresso. Caso Alcolumbre decida engavetar novamente as denúncias, Viana formalizará a peça jurídica para destituir o próprio presidente da Casa. Essa ofensiva pode fragmentar de vez a base aliada no Senado e deflagrar uma disputa sem precedentes pelo controle da pauta legislativa.










