A iminência de uma nova crise de navegabilidade nos rios amazônicos acelerou as medidas de contingência no transporte de cargas. Para evitar o desabastecimento no comércio e paradas na produção do Polo Industrial de Manaus (PIM), o píer provisório flutuante do Grupo Chibatão obteve todas as licenças operacionais de órgãos reguladores e ambientais para atuar em Itacoatiara.
A autorização conjunta concedida pela ANTAQ, Marinha do Brasil, Receita Federal e IPAAM destrava a montagem da estrutura flutuante. Dessa forma, a iniciativa busca contornar as restrições severas de calado que historically isolam a capital amazonense durante a vazante dos rios.
No entanto, o uso de portos temporários expõe a vulnerabilidade logística crônica do estado, que ainda depende de soluções emergenciais a cada estiagem severa. Em contrapartida, entidades industriais e comerciais, como Suframa, CIEAM e CDL Manaus, consideram o ponto de transbordo fundamental para manter o fluxo contínuo de insumos e produtos acabados.
Diante do cronograma estabelecido, o deslocamento do píer para o leito do rio em Itacoatiara ocorre em outubro. Por fim, os setores produtivos e as autoridades portuárias acompanharão a evolução dos níveis fluviais para determinar o acionamento imediato das operações de atracação e descarga na região.










