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Carro voador brasileiro avança: eVTOL da Embraer é aprovado em primeiros testes de voo

Os carros voadores estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade no cotidiano das cidades. A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, anunciou a conclusão bem-sucedida da primeira etapa de testes práticos com o seu eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), aproximando o Brasil da liderança no mercado global de mobilidade aérea urbana.

Nesta fase inicial, a aeronave passou por 59 ensaios focados em voos pairados (quando o veículo permanece estático no ar) e manobras de baixa velocidade. Os testes superaram as expectativas dos engenheiros, gerando dados fundamentais sobre a capacidade de carga do modelo, aerodinâmica, eficiência dos sistemas de propulsão e o gerenciamento de energia das baterias.

Durante os ensaios, o “carro voador brasileiro” atingiu a marca de 65,5 metros de altura e conseguiu sustentar um voo pairado por 3 minutos e 48 segundos. Nas avaliações de velocidade, o veículo iniciou os deslocamentos horizontais a 27,78 km/h e avançou até os 37,04 km/h. O cronograma também contemplou testes com sistemas automáticos de pouso e mecanismos de segurança redundantes, acionados caso o comando principal apresente falhas.

O próximo grande desafio da Eve Air Mobility será a transição de voo, considerada a etapa mais complexa no desenvolvimento aeroespacial. Esse procedimento avalia o exato momento em que a aeronave deixa de subir verticalmente e projeta seus motores para o voo horizontal. Os testes de transição estão agendados para começar no segundo semestre de 2026.

Com capacidade para transportar quatro passageiros e um piloto, o eVTOL é impulsionado por oito motores elétricos instalados nas asas e um propulsor traseiro. O projeto prevê um alcance de 100 quilômetros de autonomia por carga. Montado em uma fábrica dedicada em Taubaté, no interior de São Paulo, o veículo já acumula mais de 2,9 mil intenções de compra de clientes espalhados por 13 países, um mercado potencial avaliado em US$ 14,5 bilhões. A expectativa é que a aeronave conquiste as certificações oficiais e esteja pronta para operar comercialmente até 2027.

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