O governador do Amazonas, Roberto Cidade, recuou e suspendeu os efeitos do Decreto nº 54.200 após a forte repercussão política e a pressão da oposição. Contudo, a revogação do ato não devolveu os recursos à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O governo estadual optou por manter os R$ 100 milhões congelados no orçamento, o que prolonga o impasse sobre o financiamento da instituição.
A decisão de suspender o decreto ocorreu logo após o pré-candidato David Almeida denunciar o repasse da verba da educação para cobrir o fundo da Amazonprev. Apesar de anular a transferência direta para a previdência estadual, a gestão de Roberto Cidade justificou que o bloqueio preventivo da verba visa enfrentar a queda de arrecadação do estado e garantir a manutenção de serviços essenciais, como a saúde pública.
Crise na UEA e cobrança por transparência
Por causa da manutenção do bloqueio, a comunidade acadêmica continua em alerta sobre os prejuízos práticos na estrutura da universidade. O congelamento de R$ 100 milhões afeta o planejamento financeiro da UEA, comprometendo áreas sensíveis como a assistência estudantil e os projetos de expansão para o interior do Amazonas.
Além disso, membros da oposição e órgãos de controle continuam a exigir total transparência sobre as contas do Estado. Críticos afirmam que a suspensão do decreto funciona apenas como uma estratégia política para estancar o desgaste da imagem do governador. Desse modo, o cenário político amazonense permanece aquecido, com parlamentares prometendo fiscalizar de perto se o montante bloqueado retornará, de fato, para o orçamento da universidade.










