A dança das cadeiras na política amazonense ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (1º). A vereadora Professora Jaqueline (União Brasil) oficializou seu retorno definitivo à Câmara Municipal de Manaus (CMM). O anúncio frustrou os bastidores que previam sua volta para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A parlamentar abriu a sessão plenária discursando sobre a sua decisão e movimentou as articulações para as Eleições Gerais de 2026.
A reviravolta no mandato de Jaqueline reflete o cenário de instabilidade gerado pela renúncia coletiva do ex-governador Wilson Lima e de seu vice, Tadeu de Souza. Com a ascensão de Roberto Cidade ao governo-tampão, uma vaga se abriu novamente na Aleam. Como primeira suplente do partido, a vereadora poderia assumir o cargo estadual imediatamente, mas preferiu seguir o caminho da segurança política.
Durante o pronunciamento, a vereadora justificou a escolha com base no tempo de permanência no cargo. Enquanto na Aleam ela exerceria um mandato curto de apenas seis meses, na CMM ela garante mais dois anos e meio de estabilidade legislativa. Todavia, a decisão estratégica não anula suas ambições de voos mais altos, pois a própria parlamentar confirmou que mantém viva a sua pré-candidatura ao cargo de deputada estadual para o próximo pleito.
Essa definição mexe diretamente com outras lideranças suplentes do União Brasil. Com a recusa de Professora Jaqueline em assumir a cadeira na Aleam, o espaço no Parlamento estadual fica livre para Brena Dianná. A segunda suplente deve tomar posse ainda nesta semana, consolidando o arranjo partidário. Enquanto isso, Jaqueline foca suas ações na capital, de olho no termômetro das urnas.










