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Prefeitura de Manaus prorroga inscrições do Minha Casa, Minha Vida após explosão de demanda

A busca por moradia popular expõe o tamanho do deficit habitacional na capital amazonense. Diante de uma avalanche de procura, a Prefeitura de Manaus adiou o encerramento das inscrições do programa “Minha Casa, Minha Vida” para o dia 30 de junho. Inicialmente, o prazo terminaria antes, mas a alta demanda forçou a Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) a estender o calendário para evitar o colapso do sistema e a exclusão de famílias vulneráveis.

Até o momento, o sistema registra a impressionante marca de 300.449 cadastros finalizados. Esse volume gigantesco de inscritos acende um alerta sobre as históricas falhas e o atraso crônico nas políticas públicas de habitação na região, evidenciando que a quantidade de moradias prometidas ainda está longe de suprir a real necessidade da população manauara. Enquanto o município tenta gerenciar o fluxo de dados, milhares de pessoas enfrentam filas virtuais e presenciais na expectativa de conquistar o imóvel próprio.

Apesar do otimismo da gestão municipal com o avanço das inscrições, movimentos sociais e especialistas em urbanismo cobram um contraponto real sobre a efetividade do programa. Eles apontam que, embora o Governo Federal tenha aportado R$ 92,16 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) para a entrega recente de 576 apartamentos nos residenciais Morar Melhor, o número atendeu pouco mais de 2.000 pessoas. Portanto, o volume atual de moradias entregues representa uma gota no oceano perto dos mais de 300 mil cidadãos que ainda disputam uma vaga na Faixa 1 do programa.

Com a prorrogação garantida, os interessados devem acelerar a organização dos documentos exigidos para não perderem o novo prazo. O cadastro para famílias com renda mensal de até R$ 3,2 mil acontece de forma virtual pelo site oficial da Semhaf ou presencialmente na sede do órgão, localizada no bairro São Geraldo. Além disso, o comitê de habitação deve iniciar o cruzamento de dados e a triagem socioeconômica logo após o dia 30 de junho, priorizando mulheres chefes de família, idosos e moradores de áreas de risco biológico e geológico.

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